Varejista de artigos médicos MEI
Comércio varejista de equipamentos e artigos médicos hospitalares. Categoria: Comércio Varejista.
O comércio de artigos médicos e hospitalares como MEI atende um mercado em expansão constante: o envelhecimento da população brasileira. Cadeiras de rodas, andadores, camas hospitalares, aparelhos de pressão e oxímetros são alguns dos itens mais procurados.
Esse segmento tem uma particularidade: parte dos produtos exige registro ou notificação na Anvisa. O MEI varejista não precisa registrar os produtos (isso é responsabilidade do fabricante), mas precisa garantir que tudo que vende tenha registro válido.
- Aparelhos de medição (pressão, glicose, oxímetro) são itens de alta demanda e giro rápido
- Produtos descartáveis (luvas, máscaras, seringas) geram receita recorrente, especialmente pra clínicas
- Camas hospitalares e cadeiras de rodas têm ticket alto — trabalhe com catálogo e encomenda pra evitar estoque pesado
- Aluguel de equipamentos (cama hospitalar, concentrador de oxigênio) pode ser atividade complementar
Uma oportunidade pouco explorada é a venda online. Muitos itens médicos são leves e fáceis de enviar. Oxímetros, faixas elásticas e medidores de pressão vendem bem no Mercado Livre e na Amazon.
Dados do CNAE
Código CNAE
4773300
Tipo
Comércio/Indústria
DAS Mensal
R$ 75,90
DAS Anual
R$ 910,80
INSS
R$ 75,90
Nota Fiscal
Nota fiscal de produto (NF-e)
Como abrir MEI como Varejista de artigos médicos
- Acesse o Portal do Empreendedor (Gov.br)
- Faça login com sua conta Gov.br (nível prata ou ouro)
- Selecione a atividade CNAE 4773300 — Varejista de artigos médicos
- Preencha seus dados pessoais e endereço
- Confirme e baixe o CCMEI (seu alvará provisório)
O processo é gratuito e leva cerca de 15 minutos. Veja o tutorial completo de abertura do MEI.
Obrigações do Varejista de artigos médicos MEI
- DAS mensal: R$ 75,90 até o dia 20 de cada mês (como pagar)
- Declaração anual: DASN-SIMEI até 31 de maio (passo a passo)
- Nota fiscal: NF-e obrigatória para vendas a PJ (guia completo)
- Faturamento: até R$ 81.000/ano (limites)
Benefícios do Varejista de artigos médicos MEI
- CNPJ próprio (conta PJ, maquininha, nota fiscal)
- Aposentadoria por idade pelo INSS
- Auxílio-doença e salário-maternidade
- Imposto mais barato do Brasil (DAS fixo de R$ 75,90)
- Pode ter 1 funcionário
Veja todos os benefícios do MEI no INSS.
Quanto custa ser Varejista de artigos médicos MEI por mês
O único custo obrigatório é o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Para varejista de artigos médicos, o valor em 2025 é R$ 75,90 por mês, composto por INSS R$ 75,90 + ICMS R$ 1,00. Esse valor é fixo independente do faturamento. No ano, o total fica em R$ 910,80.
Além do DAS, o varejista de artigos médicos precisa considerar custos operacionais como materiais, equipamentos e, se for o caso, aluguel de espaço. Porém, nenhuma dessas despesas é cobrada pelo governo — são custos do próprio negócio. O MEI não paga Imposto de Renda sobre o CNPJ nem contribuição sindical obrigatória. Se o faturamento ultrapassar R$ 81.000 por ano, será necessário migrar para Microempresa (ME).
Perguntas frequentes
Preciso de autorização da Anvisa pra vender artigos médicos?
O varejista não precisa de autorização própria da Anvisa, mas todos os produtos vendidos devem ter registro ou notificação válida na Anvisa. Verifique o número de registro na embalagem de cada produto.
Qual o CNAE pra comércio de artigos médicos?
O CNAE é 4773-3/00 — Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos. Cobre equipamentos médicos, ortopédicos e hospitalares.
A margem de lucro é boa?
Sim. Aparelhos de medição rendem entre 40% e 80%. Descartáveis ficam entre 30% e 60%. Equipamentos maiores (camas, cadeiras de rodas) rendem de 25% a 50% por causa do ticket alto.
Posso vender medicamentos junto?
Não como MEI. A venda de medicamentos exige farmacêutico responsável e autorização específica da Anvisa, o que é incompatível com o regime MEI. O MEI pode vender apenas artigos e equipamentos médicos — não remédios.
O público-alvo é só hospitais e clínicas?
Não. Boa parte da demanda vem de pessoas físicas: famílias com idosos em casa, pacientes em recuperação, esportistas que precisam de produtos ortopédicos. Esse público compra direto na loja ou online.
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